Como o Mundo actual afectou a adaptação da série do AMC – Condor

Max Irons - Condor - Imagem Corpo

“Condor”, a mais recente série da AMC, é inspirada pelo clássico da sétima arte “Os Três Dias do Condor”, realizado por Sydney Pollack em 1975 e protagonizado por Robert Redford e Faye Dunaway. Tal como qualquer outra adaptação, a série diferencia-se um pouco do filme; quando os criadores de “Condor” escreveram a série tiveram de a adaptar a história à realidade do Mundo actual.

Em “Os Três Dias do Condor”, Turner é o membro de uma equipa da CIA que se dedica a ler jornais, revistas e livros à procura de mensagem secretas, numa altura em que a espionagem e os segredos de estado são uma grande ameaça à soberania do país, juntando-se à instabilidade causada pela Guerra Fria.

Já em “Condor”, Joe Turner é um analista da CIA que cria um algoritmo que derruba os planos de um grupo terrorista que pretendia realizar um ataque biológico nos Estados Unidos. A série decorre num Mundo que viveu e sofreu com os atentados de 11 de Setembro, onde os ataques terroristas surgem nos jornais quase diariamente e divisão ideológica da população é palpável.

A paranóia política é em grande parte o centro da narrativa da adaptação e foi algo que os criadores sentiram ser importante para a história, principalmente para um país que elegeu Donald Trump como presidente. Esta alteração existe não só para a série se diferenciar do original, mas também para que a audiência reconheça o mundo. Após a eleição de Trump a divisória da população entre o conservadorismo e o liberalismo cresceu, levando as pessoas a questionar a veracidade da informação gerada pelos media.

Esta paranóia e desconfiança é algo que a série tenta explorar quando Joe Turner é incriminado pelo massacre da sua equipa da CIA, o que leva à sua fuga e luta pela sobrevivência, sem saber em quem poderá confiar a sua vida.

Podes ver um NOVO episódio de Condor todas as quartas às 22h10 no AMC.

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